<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728</id><updated>2012-02-16T14:33:02.778-02:00</updated><title type='text'>Pessoalidades Publicáveis II</title><subtitle type='html'>Um blog feito para o exercício de postar poemas, crônicas, contos e textos que não se encaixem em nenhuma dessas categorias. Brincar de literatura e dar disponibilidade internética às borboletas e morcegos que voam na minha cabeça o tempo todo...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-5725925628530293231</id><published>2007-06-21T16:35:00.000-03:00</published><updated>2007-06-21T16:45:58.646-03:00</updated><title type='text'>Serviço de Utilidade Pública</title><content type='html'>Não é costume meu postar coisas 'não-minhas'. Nem vai passar a ser, creia-se. Impossível, porém, não tentar que mais pesoas conheçam o poema que segue, de Fernando Pessoa. Se me repreenderiam por julgar humanitária esta iniciativa, ao menos de utilidade pública é. Não arredo mais que isso.&lt;br /&gt;.......................................................................................................................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num meio-dia de fim de primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um sonho como uma fotografia.&lt;br /&gt;Vi Jesus Cristo descer à terra.&lt;br /&gt;Veio pela encosta de um monte&lt;br /&gt;Tornado outra vez menino,&lt;br /&gt;A correr e a rolar-se pela erva&lt;br /&gt;E a arrancar flores para as deitar fora&lt;br /&gt;E a rir de modo a ouvir-se de longe.&lt;br /&gt;Tinha fugido do céu.&lt;br /&gt;Era nosso demais para fingir&lt;br /&gt;De segunda pessoa da Trindade.&lt;br /&gt;No céu era tudo falso, tudo em desacordo&lt;br /&gt;Com flores e árvores e pedras.&lt;br /&gt;No céu tinha que estar sempre sério&lt;br /&gt;E de vez em quando de se tornar outra vez homem&lt;br /&gt;E subir para a cruz, e estar sempre a morrer&lt;br /&gt;Com uma coroa toda à roda de espinhos&lt;br /&gt;E os pés espetados por um prego com cabeça,&lt;br /&gt;E até com um trapo à roda da cintura&lt;br /&gt;Como os pretos nas ilustrações.&lt;br /&gt;Nem sequer o deixavam ter pai e mãe&lt;br /&gt;Como as outras crianças.&lt;br /&gt;O seu pai era duas pessoas&lt;br /&gt;Um velho chamado José, que era carpinteiro,&lt;br /&gt;E que não era pai dele;&lt;br /&gt;E o outro pai era uma pomba estúpida,&lt;br /&gt;A única pomba feia do mundo&lt;br /&gt;Porque não era do mundo nem era pomba.&lt;br /&gt;E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era mulher: era uma mala&lt;br /&gt;Em que ele tinha vindo do céu.&lt;br /&gt;E queriam que ele, que só nascera da mãe,&lt;br /&gt;E nunca tivera pai para amar com respeito,&lt;br /&gt;Pregasse a bondade e a justiça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia que Deus estava a dormir&lt;br /&gt;E o Espírito Santo andava a voar,&lt;br /&gt;Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.&lt;br /&gt;Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.&lt;br /&gt;Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.&lt;br /&gt;Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz&lt;br /&gt;E deixou-o pregado na cruz que há no céu&lt;br /&gt;E serve de modelo às outras.&lt;br /&gt;Depois fugiu para o sol&lt;br /&gt;E desceu pelo primeiro raio que apanhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vive na minha aldeia comigo.&lt;br /&gt;É uma criança bonita de riso e natural.&lt;br /&gt;Limpa o nariz ao braço direito,&lt;br /&gt;Chapinha nas poças de água,&lt;br /&gt;Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.&lt;br /&gt;Atira pedras aos burros,&lt;br /&gt;Rouba a fruta dos pomares&lt;br /&gt;E foge a chorar e a gritar dos cães.&lt;br /&gt;E, porque sabe que elas não gostam&lt;br /&gt;E que toda a gente acha graça,&lt;br /&gt;Corre atrás das raparigas pelas estradas&lt;br /&gt;Que vão em ranchos pela estradas&lt;br /&gt;com as bilhas às cabeças&lt;br /&gt;E levanta-lhes as saias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim ensinou-me tudo.&lt;br /&gt;Ensinou-me a olhar para as cousas.&lt;br /&gt;Aponta-me todas as cousas que há nas flores.&lt;br /&gt;Mostra-me como as pedras são engraçadas&lt;br /&gt;Quando a gente as tem na mão&lt;br /&gt;E olha devagar para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-me muito mal de Deus.&lt;br /&gt;Diz que ele é um velho estúpido e doente,&lt;br /&gt;Sempre a escarrar no chão&lt;br /&gt;E a dizer indecências.&lt;br /&gt;A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.&lt;br /&gt;E o Espírito Santo coça-se com o bico&lt;br /&gt;E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.&lt;br /&gt;Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.&lt;br /&gt;Diz-me que Deus não percebe nada&lt;br /&gt;Das coisas que criou —&lt;br /&gt;"Se é que ele as criou, do que duvido" —&lt;br /&gt;"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,&lt;br /&gt;Mas os seres não cantam nada.&lt;br /&gt;Se cantassem seriam cantores.&lt;br /&gt;Os seres existem e mais nada,&lt;br /&gt;E por isso se chamam seres."&lt;br /&gt;E depois, cansados de dizer mal de Deus,&lt;br /&gt;O Menino Jesus adormece nos meus braços&lt;br /&gt;e eu levo-o ao colo para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.&lt;br /&gt;Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.&lt;br /&gt;Ele é o humano que é natural,&lt;br /&gt;Ele é o divino que sorri e que brinca.&lt;br /&gt;E por isso é que eu sei com toda a certeza&lt;br /&gt;Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a criança tão humana que é divina&lt;br /&gt;É esta minha quotidiana vida de poeta,&lt;br /&gt;E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,&lt;br /&gt;E que o meu mínimo olhar&lt;br /&gt;Me enche de sensação,&lt;br /&gt;E o mais pequeno som, seja do que for,&lt;br /&gt;Parece falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Criança Nova que habita onde vivo&lt;br /&gt;Dá-me uma mão a mim&lt;br /&gt;E a outra a tudo que existe&lt;br /&gt;E assim vamos os três pelo caminho que houver,&lt;br /&gt;Saltando e cantando e rindo&lt;br /&gt;E gozando o nosso segredo comum&lt;br /&gt;Que é o de saber por toda a parte&lt;br /&gt;Que não há mistério no mundo&lt;br /&gt;E que tudo vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Criança Eterna acompanha-me sempre.&lt;br /&gt;A direção do meu olhar é o seu dedo apontando.&lt;br /&gt;O meu ouvido atento alegremente a todos os sons&lt;br /&gt;São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Damo-nos tão bem um com o outro&lt;br /&gt;Na companhia de tudo&lt;br /&gt;Que nunca pensamos um no outro,&lt;br /&gt;Mas vivemos juntos e dois&lt;br /&gt;Com um acordo íntimo&lt;br /&gt;Como a mão direita e a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas&lt;br /&gt;No degrau da porta de casa,&lt;br /&gt;Graves como convém a um deus e a um poeta,&lt;br /&gt;E como se cada pedra&lt;br /&gt;Fosse todo um universo&lt;br /&gt;E fosse por isso um grande perigo para ela&lt;br /&gt;Deixá-la cair no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens&lt;br /&gt;E ele sorri, porque tudo é incrível.&lt;br /&gt;Ri dos reis e dos que não são reis,&lt;br /&gt;E tem pena de ouvir falar das guerras,&lt;br /&gt;E dos comércios, e dos navios&lt;br /&gt;Que ficam fumo no ar dos altos-mares.&lt;br /&gt;Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade&lt;br /&gt;Que uma flor tem ao florescer&lt;br /&gt;E que anda com a luz do sol&lt;br /&gt;A variar os montes e os vales,&lt;br /&gt;E a fazer doer nos olhos os muros caiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois ele adormece e eu deito-o.&lt;br /&gt;Levo-o ao colo para dentro de casa&lt;br /&gt;E deito-o, despindo-o lentamente&lt;br /&gt;E como seguindo um ritual muito limpo&lt;br /&gt;E todo materno até ele estar nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dorme dentro da minha alma&lt;br /&gt;E às vezes acorda de noite&lt;br /&gt;E brinca com os meus sonhos.&lt;br /&gt;Vira uns de pernas para o ar,&lt;br /&gt;Põe uns em cima dos outros&lt;br /&gt;E bate as palmas sozinho&lt;br /&gt;Sorrindo para o meu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, filhinho,&lt;br /&gt;Seja eu a criança, o mais pequeno.&lt;br /&gt;Pega-me tu ao colo&lt;br /&gt;E leva-me para dentro da tua casa.&lt;br /&gt;Despe o meu ser cansado e humano&lt;br /&gt;E deita-me na tua cama.&lt;br /&gt;E conta-me histórias, caso eu acorde,&lt;br /&gt;Para eu tornar a adormecer.&lt;br /&gt;E dá-me sonhos teus para eu brincar&lt;br /&gt;Até que nasça qualquer dia&lt;br /&gt;Que tu sabes qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a história do meu Menino Jesus.&lt;br /&gt;Por que razão que se perceba&lt;br /&gt;Não há de ser ela mais verdadeira&lt;br /&gt;Que tudo quanto os filósofos pensam&lt;br /&gt;E tudo quanto as religiões ensinam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-5725925628530293231?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/5725925628530293231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=5725925628530293231' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/5725925628530293231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/5725925628530293231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2007/06/servio-de-utilidade-pblica.html' title='Serviço de Utilidade Pública'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-116882048268930137</id><published>2007-01-14T22:18:00.000-02:00</published><updated>2007-01-14T22:21:22.700-02:00</updated><title type='text'>Luiz Henrique Seminu</title><content type='html'>Tá. Esse texto não é literário. Vou postar, porém, para que os alguns que lêem essas sandices saibam um pouco sobre quem escreve. Assim, num discurso mais direto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não abdico, contudo, (nem por isso nem por nada) de escrever como gosto de escrever. Deixemos que algumas imagens e informações criem um ambiente fértil para quem se interessar em preencher as lacunas. Passemos, pois, às coisinhas sobre mim. Não quer saber? Lance mão do MSN Messenger e/ou Orkut. Pode mesmo ser mais divertido, sem dúvida.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma pergunta não cala em mim: quando, e por que motivo, nos tornamos tão covardes? Sim, eu sei que sou covarde. E você também é. Nunca percebeu que fugimos o tempo todo da verdade (leia-se honestidade/franqueza/sinceridade)? Fugimos sim. Não sabemos quem somos. Gastamos todas as nossas energias para sustentar um arremedo do que gostaríamos de ser. E não é apenas social isso. Fugimos, sobretudo, de nós mesmos. Até a morte. Somos miseráveis. É necessário que se saiba isso. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Estou tentando perder um parafuso. Algo perfeitamente humano, mas que decidi rejeitar. Chama-se apego. Em toda a amplitude que a palavra abriga. Isso diz respeito a me desapegar do meu arremedo covarde sobre mim mesmo. Desapegar-me das pessoas (não, você desperdiçou uma conclusão – não é desprezar, é perder o apego). Desapegar-me das imitações fantasiosas que vivemos construindo sobre tudo e que, um dia, acabam por nos destruir. Um exemplo simples: amar você, e não a pessoa que construí em mim (inspirada em você, mas adequada aos meus desejos) movido pelo medo de te perder. Poupamo-nos, assim, de decepções tolas. Tão tolas e tão injustas. Cruéis, me atrevo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já olhei o caos, olhos nos olhos. Assusta? Apavora. Mas se aprende coisas que valem as penas. A mais importante, eu poderia enunciar como segue: se há uma verdade não relativa, não nos foi dado o direito de sabê-la. Nunca. Desista. Isso, levado a sério e com sinceridade, muda a vida diametralmente. Uma outra lição irrevogável: está se sentindo bem? Sente prazer? Pois sugue cada gota. Não reprima impulsos menores do que os que te conduziriam a um sanatório ou à prisão. As coisas podem (e provavelmente vão) mudar completamente no próximo segundo. O inferno é ali na esquina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há, em tudo, tanta beleza que tonteia. Mas não a vemos. Estamos olhando, mas muito ocupados pensando. A quantidade de concentração necessária para a verdadeira contemplação é tamanha, que uma vida de dedicação a isso pode não ser tempo suficiente. Há, felizmente, átimos desse estado mental durante as tentativas. E a beleza te preenche, ela te abraça forte, te deixa pleno de um não-sei-o-quê maravilhoso. Inesquecível. E está tudo lá, a verdadeira majestade. Ah, que nunca se duvide: é preciso haver beleza, tanto quanto é imprescindível o oxigênio do ar. Um detalhe curioso é que, quando se torna impossível que vejamos beleza no que quer que seja, quando tudo se resume a nada, e morrer não é uma opção, surge uma oportunidade única: reaprender de novo que é belo. E, dessa vez, pode-se aprender melhor o que é realmente belo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais: a ilusão de poder planejar o futuro é uma maldição. A antecipação reduzida não, esta é necessária à sobrevivência. Ressalto aqui a pretensão de fazer planos para o longo prazo. Isso só nos conduz a dois fins: neurose ou decepção. A ordem é uma invenção humana, um recurso para que possamos nos referenciar minimamente. Mas não se engane - não há ordem. Absolutamente. Um mínimo necessário de esforço por ordem, somado a estar em paz com o caos, parece-me razoável.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por último (e talvez o que há de maior importância) a ternura. Ser uma pessoa terna não tem a ver com se regozijar na gratidão das pessoas ( a ingratidão é mais comum, isso traz sofrimento). Ser terno faz bem. Tocar as pessoas com carinho, elogiar espontaneamente, ser solícito, atencioso, leal. Ouvir, de verdade, o que as pessoas se propõem a te contar. Usar vocativos graciosos. Acolher um abraço com firmeza e oferecendo segurança. Essas e mais incontáveis outras coisas. Preencha-te de ternura. Traz leveza de coração, conquista pessoas caras e garante noites mais bem dormidas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pedacinhos de mim... Agora, publicados, pertencem a vocês. Torna-se possível, assim, vislumbrar a possibilidade de você vir a gostar de mim, ou não. Mas, em nome da sensatez, não foi suficiente. Pretendendo ser completa minha autodescrição, não caberia aqui, não seria elegante, e não tem a menor graça conhecer as pessoas assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-116882048268930137?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/116882048268930137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=116882048268930137' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116882048268930137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116882048268930137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2007/01/luiz-henrique-seminu.html' title='Luiz Henrique Seminu'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-116717772442385162</id><published>2006-12-26T22:00:00.000-02:00</published><updated>2006-12-27T20:27:04.013-02:00</updated><title type='text'>Dama de Castelo</title><content type='html'>Nada a ver com ressentimento. E não se pode sentir saudades do que nunca foi possuído. Mais parece um ruminar de pensamentos e memória. Sei que me faz bem. Penso sempre nela, algumas coisas servem de gatilho. E aí se desenrolam as fantasias, todas as melhores. Ternas, lascivas, com cheiros inexplicavelmente bons. E sabores. Nada real, invento tudo. Mas tenho certeza de que, concretizando-se, seriam surpreendentes, ainda que semelhantes aos ditos da minha imaginação. Alguém já perguntou: como pode alguém sonhar o que é impossível saber? Não sei, mas é possível. Para mim, a quem não foi possível saber, sonhar é inevitável. E o tempo? O tempo soma sobriedade e uma boa calma. Boa.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seu nome, seu apelidozinho-de-amigos-e-infância, tão apetecíveis a mim. Como poderia ser diferente? Suas orelhas são adoráveis, as orelhas! Um pouco “de abano”, sendo isso mesmo algo atrativo. Densas sobrancelhas de mulher, conferindo um aspecto de fêmea, uma juventude viva, do tipo que não se vai tão cedo. Sorriso mole de filha acarinhada, que não esconde a mordida aberta odontológica. E o que tem a beleza com isso? Não há ordem na beleza, caótica e indomável que é. Cabelos de um perfume que não se encontra ou não cabe em outro cheiro que existe. Qual seria o perfume do acalanto, da paz? Há tanta paz ao longo daqueles longos fios de cabelo! Ali, o tempo não existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Olhos habilidosos em capturar a atenção de qualquer um. Diria que não se pode olhar por muito tempo dentro daqueles olhos, seria algo nocivo à minha sanidade, minha ilusão de controle. Grandes, brilhantes. Mesmo que vertessem lágrimas não despertariam pena, nem angústia. Tal choro seria algo para se contemplar, calado. Nem é de minha autoria o pensamento que reza: onde ela chega todos vivenciam essa fagulha de se apaixonar por ela. Sabe manter tudo superficial, mesmo entre segredos. Quando quer, deixa escapar suas verdades. Eu já soube evocá-las, algumas bem conheço. Mantém-se sempre no comando, sempre. Imaginá-la constrangida não se pode, não sou capaz. Evidente que é possível, mas ainda em tais momentos, sei que encontraria uma meninice qualquer libertadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esconde-se na conformação que construiu a respeito do que desperta nas pessoas. Não nutre mais futilidades do que fazem as outras mulheres. Protege-se atrás dessa faceta, disso eu sei. Descobri. Sua vaidade se dobra, indiferente, aos momentos de alegria gratuita. Desastrada, não rebola convicta. Não mais do que anatomia e saltos impõem. Aprendi seu ritmo, de gestos, de andar, de inclinar a cabeça um pouco para o lado num sorriso menos medido. Eu e meu talento em apreender sem ser notado. Eu e minha mágica de ser ignorável, de mesclar minha presença com o restante dos ambientes, de manipular a indiferença das pessoas e mirar tudo em mim mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com obsessão em construí-la dentro de mim, ganhei a possibilidade de usar tal construção como alvo para um tal amor (ou o que quer que seja isso). Por pouco tempo fui capaz de ir além, tornar-me objeto de apreço, despertar possibilidades e dúvidas. Por bem pouco tempo, o que em mim fez nascer todas essas impertinências tão queridas. Suas dúvidas, possibilidades, perderam-se em dias, outros fatos, outras coisas e pessoas. Não haviam de passar disso mesmo, eu sempre soube. Em mim, porém, tudo decantou e cristalizou-se num canto, desses que se visita deitado, com os olhos no teto. Desses que ninguém nunca conhece em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O tempo e sua calma deram jeito de condensar tudo isso numa sensação, quase um sentimento. Que presente grato. Pessoas que se transformam em sentimentos... Assim, independentes de presença, do tato. Está tudo lá, indistinguível. Mesmo o nome perde a importância. Nunca foi amor platônico, não há angústia, lamúrias. Há, e sempre haverá, uns travesseiros, o escuro, os olhos no teto e um sorriso que ninguém vê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-116717772442385162?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/116717772442385162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=116717772442385162' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116717772442385162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116717772442385162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/12/dama-de-castelo.html' title='Dama de Castelo'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-116604662431965954</id><published>2006-12-13T19:47:00.000-02:00</published><updated>2006-12-15T02:30:47.026-02:00</updated><title type='text'>Breve Manual para Bastardos Violentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;”Você já roubou um automóvel? Você, hmm... cheira cocaína e transa com prostitutas regularmente? Já apagou alguém? Não? Claro, é para essas e outras coisas que existem os filmes de Quentin Tarantino."                                                                                                                    &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;I – Facas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As facas são armas fáceis de se ocultar. Atenção: não estamos falando aqui de navalhas ou “jacknives”, prefira as dos tipos militar ou para cortar carne. Devem ser sacadas apenas no momento do ataque, evitando-se assim o desarmamento ou desvios da vítima. &lt;br /&gt;É possível foder definitivamente o cara lançando mão de um conjunto curto de dois movimentos. Há duas seqüências infalíveis: numa, um primeiro ataque é agudo e direcionado à coxa, parte interna, à altura da virilha. Noutra, a mesma investida inicial deve formar um movimento transverso e curto, direcionado ao pescoço. O filho da puta não vai conseguir gritar (embora alguns não abram mão disso). Ambos os movimentos iniciais citados devem ser seguidos de um giro, através do qual o atacante projeta seu dorso contra o adversário, bloqueando a envergadura de seus braços. Como parte de tal ataque, continue com uma investida vigorosa direcionada ao abdome, gume orientado superiormente, à altura do umbigo, usando ambas as mãos para que se possa atingir a aorta abdominal, anterior à coluna vertebral. Então, o corte deve prolongar-se no sentido do tórax, detonando-se assim as abundantes artérias da região. Gire a faca, se houver tempo, para provocar danos mais extensos. Finalizado o ataque o vitimado perderá uma bica de sangue em segundos, tornando-se incapaz de esboçar qualquer defesa. Segue-se choque hipovolêmico e morte em poucos minutos. Uma assistência médica, mesmo imediata, seria incapaz de conter as múltiplas hemorragias. A morte é certa. Missão cumprida. Limpe a faca e guarde para preparar o jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – Clavas, bastões, tacos, tubos metálicos e martelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armas desse tipo dificilmente podem ser carregadas de forma discreta, mas constituem objetos comuns em vários ambientes urbanos. Utilize a porção mais maciça da arma para atacar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma abordagem inicial descente pode ser golpear a face externa do joelho. Dói como o Diabo! O resultado esperado seria o desequilíbrio do oponente e falha de sua guarda. Aproveitando-se disso, direcione o próximo movimento firmemente contra a área logo abaixo dos olhos, na face, à lateral do crânio abaixo das orelhas ou às têmporas. A nuca, caso se exponha na seqüência, é um ótimo alvo.  As escolhas resultariam em fraturas dolorosas e incapacitantes. Com o oponente no chão golpeie o crânio repetida e robustamente. Prefira a face, nuca e espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – Armas de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem é possível andar com um berro na cintura facilmente. Leis proíbem seu uso sem as devidas exigências legais. Portanto a regra aqui é ser rápido, discreto e eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores disparos são sempre à queima roupa. Frite o sangue. É um engano privilegiar o crânio, são ossos espessos e podem alojar, sem maiores danos, projéteis de calibres menores. Áreas preferenciais para disparos à curta distância são o abdome médio e o centro do tórax (leve desvio à esquerda e abaixo). Provocarão hemorragias internas que resultam em choque hipovolêmico em pouco tempo. Você não é um ladrão no meio de um tiroteio, portanto esvazie o pente ou tambor. Se o safado virar-se para correr, mire na nuca ou na parte de trás dos joelhos. Ele vai cair, seja rápido e termine seu serviço. Use luvas, roupas com mangas longas e óculos. Abandone a arma na cena do crime ou desmonte-a o mais rápido possível e espalhe as peças em lugares de difíceis buscas policiais, como bueiros, e grandes coleções de água suja. Elimine as possibilidades de rastreamento da compra da arma. Nunca mais, absolutamente, fale sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – Enforcamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Use fios resistentes, os melhores são cabos de aço finos. Use luvas grossas e enrrole as extremidades do fio nas mãos para dar firmeza. Ataque por trás e envolva-se minimamente em confrontos gerados pelas tentativas de defesa do agredido. As pupilas fixas e dilatadas e sinais de liberação esfincteriana são indicativos de sucesso. Não perca, porém, tempo mais do que necessário para checar os sinais de morte. A penetração do fio no pescoço do atacado, provocando sangramento com sangue de cor vermelho-vivo, é um ótimo e rápido sinal de eficiência do ataque. Não abandone o fio nem descarte em lugares óbvios. Uma idéia é usar um cabo retirado de uma máquina qualquer. Limpe, lubrifique e devolva ao seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV – Ataques de mãos livres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum que não se tornem disponíveis, no momento da ação, armas como as supracitadas. Uma divisão entre técnicas de combate desarmado pode ser proposta da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punhos: Socos devem ser firmes e certeiros como o bote de uma serpente. De imediato, o alvo preferido é a garganta, à altura da proeminência formada pela cartilagem tireóide. O golpe provocará asfixia parcial e desorientação. Mais ainda não é o suficiente para finalizar a ameaça de um contra ataque. Um segundo “bote”, direcionado ao osso nasal provocará danos intensos à visão do defensor. O sangue invadirá seus olhos e boca. O gosto de se próprio sangue provocará medo, ponto para o atacante. Se conseguir que o cretino exponha a cara, soque sem parar e com força, até não agüentar mais a dor nas suas mãos. Um último alvo para socos, podendo ser usado entre as técnicas já propostas, é a região logo abaixo das costelas no lado direito. O fígado, aí localizado, responde com dor intensa a pancadas firmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joelhos e cotovelos: são superfícies agudas e o dano provocado por elas pode facilmente fraturar costelas e ossos da face. Exigem porém uma guarda muito ineficaz do defensor, oportunidades que não devem, em absoluto, ser desperdiçadas. Um golpe de joelho contra a base do queixo de uma pessoa provocará o que se conhece como concussão da massa encefálica, que resulta em desorientação, náuseas, perda parcial do tônus muscular corporal e cegueira momentânea. A curta distância projete seu joelho sem piedade contra os testículos. Não perca essa oportunidade, eficiente e recompensante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chutes: chute o saco dele! Quer coisa mais óbvia? Não use o peito do pé, prefira a ponta do sapato. E jamais deixe de observar a cara que ele vai fazer.. Há uma técnica do Tae Kuon Do denominada chute lateral. Neste movimento o atacante investe estendendo um golpe com o calcanhar da perna anterior, transferindo toda a firmeza de seu membro inferior estendido ao ponto de impacto. Esta técnica, se bem utilizada, leva o oponente ao chão instantaneamente, desorientado e vulnerável.  Sugestão de movimento seguinte: “pisão” forte na base do crânio da vítima caída – fratura cervical – insuficiência respiratória – morte em poucos minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chaves, agarramentos e garras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Agarramentos -  as mais eficazes quando mantém-se em mente matar o adversário são as que interrompem o fluxo sanguíneo carotídeo aferente ao encéfalo. A vítima de um “mata leão” ou “triângulo” bem executados estará inconsciente em cerca de 1 minuto. Daí em diante, com um desmaiado estendido aos seus pés, use a criatividade. Só tem uma desvantagem: ele não vai gritar, fazer caretas horrendas nem implorar por misericórdia. Na verdade, nem vai perceber que morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) As chaves têm como principal objetivo arrebentar ligamentos. As vantagens são a dor insuportável e a inutilização do membro vitimado. Cria-se uma limitação de ataques que torna o uso de outras técnicas mais fácil. Se o intuito não é matar, ao menos a batalha se encerará fatalmente. Caso contrário, alguém com um braço ou perna quebrada não morrerá menos que outra pessoa. Decore o manual, seu inútil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) As garras são muito versáteis e proporcionam ataques violentíssimos. Mas uma ressalva há de der feita aqui: Você não é o mestre Pai Mei,  o uso desta técnica exige treinamento para fortalecimento anormal de mãos e antebraços. Praticantes da técnica, geralmente, iniciam golpeando a face do opositor com rápidos golpes lacerantes. O idiota vai ficar enfurecido por ter sido atacado com uma unhada tão doída. Garras aplicadas competentemente a articulações proporcionam torções que facilmente rompem ligamentos, eliminando um dos membros-armas do atacado. Podem ser direcionadas a feixes espessos de músculos como o bíceps braquial, provocando dolorimento prolongado e hematomas. Destaque-se aqui o que há de mais mortal na utilização de um golpe tipo garra: um ataque firme com a força de um alicate contra a traquéia pode interromper a luta imediatamente por fraturar cartilagens e provocar asfixia. Nessa situação o vitimado torna-se instantaneamente vulnerável a golpes mais fatais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observação final: há personagens protagonistas para que se aplique qualquer técnica das aqui citadas. Frieza. Pensamento instantâneo e pragmático. E crueldade, não tenha dúvidas! Os coadjuvantes são temperos: berros e sangue quente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço ainda odor mais peculiar do que o exalado por sangue quente, vivo.  Descrevê-lo seria inútil. E garanto: quase ninguém, incluindo os que se imaginam o carrasco do capeta, permaneceriam impassíveis ao sentirem esse cheiro. Fede, mas de um jeito ímpar.É para poucos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-116604662431965954?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/116604662431965954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=116604662431965954' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116604662431965954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116604662431965954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/12/breve-manual-para-bastardos-violentos.html' title='Breve Manual para Bastardos Violentos'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-116533576996798266</id><published>2006-12-05T14:21:00.000-02:00</published><updated>2006-12-08T12:39:24.493-02:00</updated><title type='text'>Poema curto sobre os pêlos do meu rosto</title><content type='html'>(Barbas, bardos, bandos, bares e bocejos. Brisa, beira. Bebo aos baldes, água pura e boa ventura. Brindem os bons!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arremedo de Sansão&lt;br /&gt;Lacônica distribuição&lt;br /&gt;Testosterona, macaco, cão&lt;br /&gt;Por hora crescerão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato falho freudiano&lt;br /&gt;Virilidade, santo engano&lt;br /&gt;Vaidoso cultivando?&lt;br /&gt;Do pó ao pó, humano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo o tom, rimar sem criatividade cansa&lt;br /&gt;Deixo barbas, olhar firme de espelho e de verdade&lt;br /&gt;Novo inteiro: falharia se tentasse&lt;br /&gt;Cores e contornos de artista e de criança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poetinhas, pessoas que mudam de barba&lt;br /&gt;Poetas (imberbes) mudam as pessoas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-116533576996798266?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/116533576996798266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=116533576996798266' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116533576996798266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116533576996798266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/12/poema-curto-sobre-os-plos-do-meu-rosto.html' title='Poema curto sobre os pêlos do meu rosto'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-116018833805470020</id><published>2006-10-06T22:21:00.000-03:00</published><updated>2006-10-06T23:32:18.120-03:00</updated><title type='text'>Bocado de Metalinguagem do Eu</title><content type='html'>É inesperadamente grato parar, de vez em quando, e observar as pessoas. Ler o que elas escrevem, ouvir o que elas dizem (e mesmo que não haja um interlocutor específico, estão sempre dizendo). Na internet, mais do que em qualquer outro meio de comunicação, todos estamos sempre tentando dizer quem somos. Sempre se tem algo pra dizer, escrever, alguém pra citar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito, de bom grado, o raciocínio que define tal esforço como um certo “pensar alto”. Estão dizendo para si mesmos quem são, tentando descobrir, checando a viabilidade de cada pedacinho de idéia. Publicar a subjetividade pessoal soa como algo parecido com afirmar a própria existência. “Olá. Eu existo. E afirmo isso porque sou diferente de você, ou parecido com você. Veja!” Só não há um formato disponível para isso. Portanto, cada um se inventa, e vivemos inventando, falando, escrevendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aceito, sobra o gosto de assistir como cada um sustenta o próprio EU. Pode-se buscar cacos de todos os lugares, e, de fato, colecionar, catar, funciona. Fazemos isso respirando. Mas há outros lugares para a atenção. Para descansar um tanto de ficar existindo, olhar é bom. Ouvir agrada. Ser, sinceramente, o destino das tantas mensagens, considerar, pensar a respeito. Espectador. Só um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certa observação merece letras. Não é sobre apropriar o que os outros produzem que discorro.  É outra coisa. Ser um meio pelo qual os outros possam existir, interpor espaço. Outras horas servem para dizer, outros momentos. Segure um pouco essa idéia... Fazer esse texto ficou incoerente com ela, não é? Mas você leu. Fez o que é proposto. Se funcionou, que tal continuar? O que você tem a dizer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-116018833805470020?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/116018833805470020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=116018833805470020' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116018833805470020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/116018833805470020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/10/bocado-de-metalinguagem-do-eu.html' title='Bocado de Metalinguagem do Eu'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-115730896528442720</id><published>2006-09-03T15:41:00.000-03:00</published><updated>2006-09-03T15:42:45.316-03:00</updated><title type='text'>Poema Normal</title><content type='html'>Normal, caminho bem pavimentado e reto&lt;br /&gt;Abriga nas infinitas margens tudo, de querer e de não querer&lt;br /&gt;O que é normal não é tanta coisa...&lt;br /&gt;Normal é bem no meio, não é nada&lt;br /&gt;E bem por não ser nada tanto é necessário&lt;br /&gt;Que pra ser, não ser primeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, corda que vibra&lt;br /&gt;Normal, corda tesa&lt;br /&gt;Sem desvio, sem som&lt;br /&gt;Mas tendo sempre ao normal&lt;br /&gt;O normal é ser, o resto é estar&lt;br /&gt;Sempre estou alguma coisa&lt;br /&gt;Não obstante ser normal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normal mesmo não é nada&lt;br /&gt;Mas é tão caro, precioso&lt;br /&gt;Que para grande e pequeno&lt;br /&gt;Que pra belo e feio&lt;br /&gt;Que pra louco e são&lt;br /&gt;Não é preciso um meio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-115730896528442720?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/115730896528442720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=115730896528442720' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/115730896528442720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/115730896528442720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/09/poema-normal.html' title='Poema Normal'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-114183968554471579</id><published>2006-03-08T14:40:00.000-03:00</published><updated>2006-03-08T14:41:25.546-03:00</updated><title type='text'>To Catch a Breath:</title><content type='html'>Funny.&lt;br /&gt;Can’t explain it, &lt;br /&gt;Wouldn’t know the very first word to start telling the story.&lt;br /&gt;Know it, though. Since forever.&lt;br /&gt;Know the sound of it,&lt;br /&gt;It’s colors,&lt;br /&gt;It’s loves… Every tinny lill’ detail.&lt;br /&gt;My soul, my old soul.&lt;br /&gt;So old…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Can’t leave it, &lt;br /&gt;Too much love for the job.&lt;br /&gt;Warrior? Nah… Ain’t quite the word.&lt;br /&gt;Capture myself wondering ‘bout the reason.&lt;br /&gt;Why so long? Why so much love?&lt;br /&gt;Maybe too much of “man material” to develop into anything bigger.&lt;br /&gt;Maybe it’s necessary, meant to be. For me and for everyone, for Her.&lt;br /&gt;Precious eternal bond, &lt;br /&gt;Oh, I love them so much! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Know the feeling of old? I do.&lt;br /&gt;So familiar… everything. &lt;br /&gt;Yet so big! How can it be so?&lt;br /&gt;The smell, color, heat, even the taste of flesh and blood.&lt;br /&gt;Can read eyes without much of a sweat.&lt;br /&gt;Know all the way to crack them, step by step.&lt;br /&gt;Can hurt them outside&lt;br /&gt;And inside&lt;br /&gt;“Can” isn’t “do”. &lt;br /&gt;They’re no big deal, quite simple, I’d say.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Have been to each and every corner of this side of Universe.&lt;br /&gt;Know man-hate, man-love. &lt;br /&gt;All it’s beauty and all it’s misery. No secret.&lt;br /&gt;Know man, know women… They’re of different kinds, you know?&lt;br /&gt;Each has it’s role. Belong together. &lt;br /&gt;Would be better, wasn’t us so found of everything, so passionate…&lt;br /&gt;But I’m not to tell this, my due is another.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thanks to the only true Lover off all, since so long.&lt;br /&gt;Have had so many friends,&lt;br /&gt;So many masters,&lt;br /&gt;So many looks,&lt;br /&gt;So much love! &lt;br /&gt;Wouldn’t know the very first word to start telling the story.&lt;br /&gt;Know some of the Truth, though.&lt;br /&gt;Could live with no more than the food and the love.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Left and keep leaving majors, Soldiers.&lt;br /&gt;Am a soldier, myself. We all are.&lt;br /&gt;Another piece of the Truth: no such thing as useless.&lt;br /&gt;All work together, all bonded by love, &lt;br /&gt;Love: the clue and the proof.&lt;br /&gt;There isn’t a spirit who carries no proposition.&lt;br /&gt;Knowing which is it? Whole other story…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I, myself, have been doing it for so much time.&lt;br /&gt;So old!&lt;br /&gt;Yet don’t know why or what for.&lt;br /&gt;Found out that, in the end, it doesn’t matter.&lt;br /&gt;Doesn’t make any difference. &lt;br /&gt;All left for us is the love, &lt;br /&gt;To hold on to, carry on.&lt;br /&gt;No need for anything else.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-114183968554471579?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/114183968554471579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=114183968554471579' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/114183968554471579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/114183968554471579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/03/to-catch-breath.html' title='To Catch a Breath:'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-113971042847390517</id><published>2006-02-12T00:06:00.000-02:00</published><updated>2006-02-12T13:38:18.466-02:00</updated><title type='text'>Mente x Consciência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/1600/Zen.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/320/Zen.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para variar, postarei um texto aqui que, para grande parte das pessoas, não tem pertinência óbvia nenhuma. Porém, para mim, são pertinentes e dignos de serem compartilhados... mesmo que disso resulte o recolhimento de críticas nauseantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me intriguei com a relação de diferença, associação ou oposição entre os conceitos e entidades nosológicas por nós conhecidos como mente e consciência. A princípio, para alguns, pode ser que a diferenciação seja sem esforço. Acredito, contudo, que a reflexão mais séria e dedicada faça surgirem pedras no caminho. Passemos ao broto de entendimento a cerca do tema que (atualmente) me habita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Inicie-se pela delimitação do conceito mente. Ao meu ver, não sendo isso uma resposta “nissim miojo” (fica pronta em 3 minutos), mente compõe-se de pensamentos, conjecturas, cálculos, linhas de raciocínio, dogmas, induções racionais e tudo mais que o cérebro domina e executa competentemente naqueles, entre nós, hígidos. Mesmo os sentimentos, incluindo os mais profundos e volitivos, certamente passam pelo processamento cortical. Aqui, uma ressalva: estes são sentimentos menos nobres (se me é permitido cunhar essa discriminação). Alguns estados do humor não podem ser ligados nem encadeados racionalmente. Tentando resumir: a mente é o conjunto de manifestações dos processos cerebrais, codificáveis pela razão (e nem aí há segurança na afirmação ou consenso). Nesse sentido, a mente é como a digestão ou as trocas gasosas pulmonares, é imprescindível, mas representa apenas o funcionamento de um órgão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a consciência? Saber da existência de si próprio. Seria isso fisiológico? Criemos uma bestificação humana hipotética: um indivíduo, desde o nascimento, cego, surdo, mudo, sem paladar ou tato. Seria ele uma planta, uma máquina funcionando no sentido de manter-se viva, e somente isso? Outro exemplo, não tão hipotético quanto o primeiro. Suponha-se que um indivíduo seja capaz de silenciar os próprios pensamentos, mergulhar num estado de quietude profundo, contemplação absoluta. Será que ele simplesmente perderia a noção de si, já que está desperto e atento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Biologia e Fisiologia estão caminhando a passos largos no sentido de compreender as mais intrigantes propriedades da mente. Mas e quanto a este cerne chamado consciência? Estar lá, mesmo que não se utilize o pensamento “eu estou aqui”. É possível e existem exemplos práticos e asepticamente científicos, documentados, do fenômeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui para a frente a discussão tornar-se-ia deveras parcial (pelo menos aparentemente) e, enquanto as verdades que se sabe (sem que seja necessário aprender) são ignoradas e escarneadas pela maioria, paremos por aqui. Um grande objetivo às vezes se condensa em algo despretencioso – finalizo o texto aqui. E pensemos, tentemos, nos esforcemos. Quem não busca um pouquinho que seja de verdade não sabe como as coisas podem se tornar belas aos mais atentos e calmos (assim eu acredito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora Kalamas, não se deixem levar por relatos, por lendas, pelas tradições, pelas escrituras, pela conjectura lógica, pela inferência, por analogia, pela concordância obtida através de ponderações, por probabilidades ou pelo pensamento, ‘Este contemplativo é o nosso mestre.’ Quando vocês sabem por vocês mesmos que, ‘Essas qualidades são hábeis; essas qualidades são isentas de culpa; essas qualidades são elogiadas pelos sábios; essas qualidades quando postas em prática conduzem ao bem-estar e à felicidade” - então vocês devem penetrar e permanecer nelas.”&lt;br /&gt;                                                                                     Gautama Sidharta (Bodhi) &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/1600/51191900_9c32df8cdb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/320/51191900_9c32df8cdb.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-113971042847390517?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/113971042847390517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=113971042847390517' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113971042847390517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113971042847390517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/02/mente-x-conscincia.html' title='Mente x Consciência'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-113736397316330040</id><published>2006-01-15T20:00:00.000-02:00</published><updated>2006-01-18T00:38:46.686-02:00</updated><title type='text'>Carta a uma estátua de sal</title><content type='html'>Estátua de Sal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei muito bem que cresceste, gota a gota, do sal de lágrimas. Lágrimas de amor, de tempo, de futuro. Lágrimas próprias de serem choradas. Sei que o que te sustenta é a dureza da pedra na qual você se aglomera, se cristaliza. Confesso que não sei, caso me fosse dada a oportunidade de escolher, se gostaria de ter conhecido-te. De toque, assim, salgaste minha boca e meus olhos. Estranho é que olhos de sal possam prender tanto olhos vivos. Estranha é a beleza singular do teu sorriso. Ali, a pedra torna-se mais translúcida, deixando ver-se uma garotinha, linda. Foi, e é, essa criança, o meu objeto de afeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais resta a ser dito sobre cada uma de tuas lágrimas genitoras (ou nada que não ultrapasse o cunho de “detalhe sórdido”). Não sei quem és, porém. É muito importante que entendas que tentei, mas não fui capaz de te aprender, te apreender. Olhar tempo suficiente no fundo dos teus olhos de sal. Talvez (e é aqui que aposto), não me tenha o permitido. Talvez eu tenha sido pego com as calças da soberba agarradas aos joelhos. O certo é que, ao final de duas metades de luas cheias, inda me falta teu gosto, pois, sal demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humildemente, expresso aqui o que me inspira tua petrificação. De certo, a chuva certa não caiu ainda sobre ti. Quisera eu, com minhas mãos e meu Espírito, esculpir a vida dentro dessa pedra. Nada posso, porém. És, e enquanto quiseres, sal. Não perco a esperança, contudo, de ver vivas ainda essas formas rígidas e friáveis. A menina do sorriso, fugidia, não me deixa. Lembra-te que, para a água pura, o sal não é duro. Tens à tua frente, pois, duas opções: Sim, uma montanha de sal pode nascer, lágrima por lágrima. Não, você não precisa ser uma estátua de sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Observação: não pensem que a estátua é fria e morta como uma escultura. Esta estátua anda, fala e, caso queira, salga teu sabor rápida e cautelosamente. Cuidado!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-113736397316330040?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/113736397316330040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=113736397316330040' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113736397316330040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113736397316330040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/01/carta-uma-esttua-de-sal.html' title='Carta a uma estátua de sal'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-113643100140470186</id><published>2006-01-05T01:00:00.000-02:00</published><updated>2006-01-05T01:38:35.716-02:00</updated><title type='text'>O Invencível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/1600/chinese-paintings-SLi5015.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/320/chinese-paintings-SLi5015.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Contam os antigos que haviam dois irmãos homens. Desde sempre muito fortes e sedentos de vida, tornaram-se, ambos, guerreiros. Desde sempre, também, se desafiaram e enfrentaram, algumas vezes ferozmente. Com o tempo, porém, mais próximos e companheiros, deixaram de agredir um ao outro e dedicaram-se às mais diversas coisas, incluindo-se as Artes de Combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fang Shii Ne era alto, tinha braços e pernas fortes. Sua falta de agilidade se compensava por um poder de ataque esmagador e uma defesa muito forte. Procurava ocupar-se das lutas de maior contato corporal, como os tailandeses e indianos. Era como um leão que dá um salto sobre a vítima, agarra-lhe o pescoço com os dentes e espera, às vezes por muitos minutos, a vítima sucumbir à asfixia. Em pé, seus punhos eram tão firmes que quase indefensáveis e seus chutes muito fortes, dirigidos quase sempre às pernas do adversário. Era conhecido como O Invencível.&lt;br /&gt;Fang Pow Tzé prestava-se mais de sua agilidade e disciplina. Portando um corpo robusto porém pequeno, precisava ser rápido, atento e preciso em seus ataques. Interessava-se mais pelas lutas dos Mosteiros (como o de Shaolin), do deserto e dos soldados do Japão, especialmente aqueles espadachins conhecidos como Bushi. Era muito flexível e ágil, embora seus braços e pernas não fossem muito poderosos. Compensava-se com técnica e aprendeu a usar o seu Chi para fortalecer e guiar os golpes. Concentrava-se absurdamente em combate, mantendo sua mente forte e minando as defesas das mentes dos adversários. Era conhecido como A Águia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de toda a vida, mesmo após dominarem todo o seu potencial de  combate, enfrentavam-se. Faziam disso algo sério, como uma atividade entre irmãos. Travaram batalhas memoráveis! Em umas, Pow Tzé conseguiu derrotar seu oponente. Na maioria, contudo, Shii Ne era quem saía vitorioso. Seus ataques maciços seguiam-se sempre de enfrentamentos no chão. Ali, imobilizava os membros do adversário, atacava-o e fazia com que ele se rendesse ao cansaço, à dor e a frustração. &lt;br /&gt;Num desses episódios, durante o treinamento, o irmão mais fraco esforçou-se em desenvolver técnicas para evitar e neutralizar as investidas do maior, sempre com o intuito de transportar o combate para o chão. Quando teve oportunidade, ao enfrentar o irmão, o mais fraco lutava a uma maior distância e desferia golpes rápidos e certeiros, retornando em seguida para a distância. Dessa maneira, tornou-se imbatível para o outro corpulento, que perdia as pelejas antes de ter a oportunidade de atacar com toda a sua força.  Ambos foram para guerras e fizeram um pacto: sua próxima luta seria a última e definitiva. Quem vencesse seria o melhor guerreiro para a posteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois de retornaram da guerra, e com suas energias e ferimentos recompostos, marcaram data para a tão aguardada batalha final. Dirigiram-se ao pátio de um templo, onde encontraram alunos, familiares, amigos e inimigos reunidos para assistir. Cumprida sua preparação e vestimenta, dirigiram-se ao centro do pátio. Lá, aguardava-os um velho mestre que seria o árbitro da intenta. Avistou-se então Shii Ne, quase nu, como os gregos. Usava apenas uma leve armadura que cobria-lhe apenas os punhos, a pelve e os tornozelos. Seguiu-o o irmão, Pow Tzé. Sua armadura era uma leve roupa de seda muito preta, com acessórios mais rígidos nos punhos, pelve e pés. Num salto rapidíssimo o mais fraco iniciou o combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/1600/chinese-tiger-painting-T4062thumb.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/320/chinese-tiger-painting-T4062thumb.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por mais rápidos que fossem os ataques do menor, a força e resistência do maior neutralizava-os. Lutaram apenas em pé, condição imposta pelas técnicas de esquiva desenvolvidas por Pow Tzé. Toda a movimentação de esquivas e ataques furtivos, no entanto, começando a cansar seu corpo, tornou-se cada vez menos feroz. O grande, percebendo isso, embora também estivesse muito cansado, uniu todas as forças que tinha em golpes pesadíssimos contra o pequeno. Ao final, estavam afastados e ofegantes. O menor planejou seu último bote, forte e certeiro contra o abdome do irmão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do movimento, por ocasião de afastar qualquer resistência do outro guerreiro, recebeu um bloqueio que desviou seu curso, colocando-o  numa situação difícil: sua única possibilidade de vencer seria utilizar-se de um golpe fatal. Não conseguindo suportar a possibilidade de tirar a vida de seu irmão, perdeu o controle e foi agarrado e derrubado por Shii Ne. No chão, o mais forte arrasou seu oponente, deixando-o totalmente impossibilitado de continuar a tentar qualquer coisa que fosse. Após ainda alguma resistência do menor, venceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim contam os velhos. Dizem que Fang Shii Ne foi o maior guerreiro de todos os tempos. Seu maior oponente, o irmão, ele derrotou honradamente, assim como ficou conhecida a honra do irmão perdedor e de má sorte. Até hoje, entre os mais idosos mestres e estudiosos da História, Shii Ne é lembrado como O Invencível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu irmão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-113643100140470186?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/113643100140470186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=113643100140470186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113643100140470186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113643100140470186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2006/01/o-invencvel.html' title='O Invencível'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-113588026335173026</id><published>2005-12-29T14:14:00.000-02:00</published><updated>2006-01-02T12:30:37.486-02:00</updated><title type='text'>Manifesto do Espírito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/1600/The%20Knight.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/320/The%20Knight.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quero deixar escrita aqui uma manifestação, uma prece, se convir a alguns. Não me interessa que os leitores disso se identifiquem ou não com meu misticismo. Não quero também, de maneira nenhuma, doutrinar ninguém. Enfim, interpretem da maneira que lhes for mais cabível. Só estou utilizando o direito e a necessidade de expressar-me.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Entram na minha casa sem convite meu. Despreocupados, realizam suas atividades sem pedir licença. E mais, julgam que não faço juízo de suas presenças. Não carregam a vontade de agradar, não lhes interessa a caridade, a solidariedade, o respeito e o melhoramento. Consideram-se muito bem colocados, convictos em seus estados. Pois que, se por minha casa desejam passar, que passem. A menor intenção, nem mesmo realizada, porém, de fazer mal a mim ou à minha família me autoriza o grito da guerra. E se é o mal que os conduz, que se faça guerra, já que o meu lado é o oposto nessa peleja. E que haja luta! Esforço-me em ser um soldado honrado e piedoso. Esforço-me também, no entanto, em ser cada dia mais forte e habilidoso. Não tenho medo de nada, porque na paz ou na guerra, quem me conduz é eternamente vencedor!&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Humilde na medida do meu esforço, aceito a prova. Não me habita a crueldade, sou piedoso e justo. Mas minha bandeira é altíssima e não aceito a vitória menos que gloriosa! Meu exército aliado é poderoso, são cheios de virtude e merecimento. Abnegam-se em me auxiliar, pois compreendem minha necessidade e têm a intenção do bem, sempre. E nisso há humildade e honra, pois para eles não sou mais do que um soldado da primeira linha, muito inferior em relação a suas posições na luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     O bom estrategista conhece bem o seu inimigo. Saibam, pois, que sei como agem, conheço suas armas e movimentos. Ao poder de me atingir, respondo com esquiva e ataque, cada dia mais precisos. Aperfeiçôo meu armamento, cuido bem do meu cavalo e sou sistematicamente assistido e instruído por meus aliados. Minha barricada é segura e não luto em trincheiras, cruzo o campo com força, cabeça erguida. Covardes! Não sabem que seus ataques furtivos e esconderijos sujos serão aniquilados sob os pés do meu cavalo e de toda uma multidão de combatentes implacáveis? Temam, pois agora mesmo sinto que o brilho do fio de minha espada estremece suas almas, afugenta-os e atormenta teus esforços! Têm razão em ter medo, pobres ignorantes.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Há uma observação a se fazer: não tomo desse espírito bélico mais do que o necessário para me proteger e aos meus. Pois digo de coração, sois meus inimigos agora mas amo-vos. A todos vocês desejo a derrota vergonhosa no objetivo de me atingir. Não desejo, porém, sua destruição. Que um dia sejamos amigos, sentemos juntos na mesma mesa e partilhemos da mesma fonte de vida, cálices cheios! Há em minhas fileiras os que vos acolherão após a tormenta, trataram suas chagas e ensinarão. Sigo aqui a orientação de meu mestre amado e líder de minha força: “Ama o teu inimigo.”&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Portanto, preparem-se. Pois se pensam que me atormentam e amedrontam agora, sou eu que vos aviso: tremei de medo, sua derrota está próxima! E não voltem a me perturbar, tomem seus caminhos. Sou um soldado de carreira e tenho outras guerras a lutar, muitas que nem minhas são, sendo de irmãos meus. Aqui, em minha casa, não obterão êxito. Aqui habitam filhos amados de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-113588026335173026?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/113588026335173026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=113588026335173026' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113588026335173026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113588026335173026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2005/12/manifesto-do-esprito.html' title='Manifesto do Espírito'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-113503938601002236</id><published>2005-12-19T22:41:00.000-02:00</published><updated>2005-12-21T17:45:54.166-02:00</updated><title type='text'>Não-Eu, Não-Você</title><content type='html'>Jamais penso em você&lt;br /&gt;Nunca sonho com você e acordo com saudade&lt;br /&gt;Não crio dias, conversas, olhares entre nós&lt;br /&gt;Não anseio por teu toque, nem me perturbo com ele&lt;br /&gt;Nem me atenta teu nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais imaginei meu tato te descobrindo&lt;br /&gt;Nunca criei a sensação de passear em teus cabelos&lt;br /&gt;Não me entortei no eixo de sua lascívia&lt;br /&gt;Não provoca-me desejo a proximidade dos teus lábios&lt;br /&gt;Nem excede o agradável teu perfume&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais te assisti andar, de longe, definindo-te o mundo ao redor&lt;br /&gt;Nunca soube que teus olhos são grandes, castanhos e expressivos&lt;br /&gt;Não me provoca prazer que se alinhem aos meus &lt;br /&gt;Não aprendi o rítimo no qual você caminha&lt;br /&gt;Nem tentei desvendar-te para saber e demonstrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais contemplei tua nuca sob os longos cabelos&lt;br /&gt;Nunca descobri nem reparei no teu umbigo&lt;br /&gt;Não espero que te veja todos os dias&lt;br /&gt;Não me aborreço com tua indiferença costumeira&lt;br /&gt;Nem me alegro com tua atenção medida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais tentei extrapolar teu toque, roçar teus pelos&lt;br /&gt;Nunca imaginei o sabor da tua saliva&lt;br /&gt;Não tento adivinhar a textura de tua língua no tato da minha&lt;br /&gt;Não bolo planos para aproximar teu calor do meu&lt;br /&gt;Nem tão pouco anseio pelo perfume do ar que expiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais te quis desde a primeira vez que te vi&lt;br /&gt;Nunca me alegrei como som da tua voz por uma porta&lt;br /&gt;Não arquiteto a compatibilidade de nossos gênios &lt;br /&gt;Não me esforço em me tornar alguém querido a você&lt;br /&gt;Nem meço gestos, palavras e olhares endereçados a ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais te quis&lt;br /&gt;Nunca te cortejei, discreto&lt;br /&gt;Não me esforço em te fazer sorrir&lt;br /&gt;Não me importo o tempo todo com teu bem-estar&lt;br /&gt;Nem me esforço em ser-te agradável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais te arranquei segredos, distraída&lt;br /&gt;Nunca deixo restos de minha presença por onde passas&lt;br /&gt;Não te procuro na multidão&lt;br /&gt;Não me interessam tuas manias e gostos&lt;br /&gt;Nem me atreveria a dirigir-te tudo isso de outra maneira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não conheço, do Chico, o "Samba do Grande Amor", mentira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-113503938601002236?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/113503938601002236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=113503938601002236' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113503938601002236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/113503938601002236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2005/12/no-eu-no-voc.html' title='Não-Eu, Não-Você'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-112999873020492283</id><published>2005-10-22T14:19:00.000-02:00</published><updated>2005-10-22T14:36:02.830-02:00</updated><title type='text'>City, Movie Script Ending, Yume e ela</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/1600/yume.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/320/yume.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          Nem todo novo dia começa de manhã. Sair da cama e sonambular acordado rumo a “mais do mesmo”, sem vontade de gritar. Não se lembrar dos sonhos é frustrante, embora vez ou outra seja melhor. Alguns sonhos tomam-nos mais do que a noite, deixam aquela dorzinha, uma tristeza lá no fundo. Parecido com aquele tipo de coceira que a gente coça mas parece que não está coçando, não é fácil achar o lugar certo de onde ela vem. Passamos então o resto do dia pintados com a cor daquele sonho, preto, vermelho, azul. &lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;A rua anda de mau-humor ultimamente. Esse calor pobre, sem espírito. Não serve para absolutamente nada de proveitoso. As cores dos muros, paredes com janelas, letreiros de lojas, carros, tudo sem graça. A quantidade de luz deveria realçar, dar contraste, mas não se parece com isso. O ar seco, estúpido, nem venta. Ficamos num clima que, a mim, me parece o interior de um vidro de maionese velho, fechado. Há muito constrangimento no suor, tira-nos um pouco da dignidade. Roupas bonitas, penteados, sapatos. Tudo suado e sem muito sentido. Nessa época do ano, aqui, a beleza das pessoas fica feia e suada. A rua anda de mau-humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/1600/don%20michael.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2101/1702/320/don%20michael.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;O pior é que eu nem sei o que dizer a ela. Acho que o Marlon Brando não cabe, nem gordo como o Elvis. Hans Solo, talvez, mas isso já seria clichê demais. Bonito seria se coubesse James Bond. Não. Não há ação suficiente pra isso. Um exagero em tom de Romeo seria efetivo, mas desonesto e muito pouco criativo. Don Juan? Não funciona nesse tipo de mulher. Frank Sinatra, “behind blue eyes”, dizendo: você não quer problemas, não me quer. ... A gente aprende muito no cinema. Anda faltando um bom roteiro e a direção, insossa, não cria as deixas. Queria poder não dizer nada, como um Don Michael, só dar aquela olhada que interromperia até o carnaval. Vontade mal-criada, dizer apenas “Huuá!” e sumir. Mas ambos não são possíveis pelo ordinário fato de eu não ser o Pacino. &lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Neste momento (um bem grande) seria necessária muita energia para mover a minha massa, arrastando comigo tudo que está encadeado e preso atrás de mim. Alguém-algo que tivesse cores vivas e abraçadas numa imagem bela, uma melodia  inspirada, com altos e baixos e um solo de guitarra no meio (por que não?). Que viesse com olhos bonitos e que sabem falar. Um cheiro que, às vezes, de travesseiro, às vezes, de beber e dançar a noite toda. Que me soubesse fazer rir, desprevenido, e chorar, sempre. Me provocasse nervos à flor da pele e me acolhesse no sono, tão caro. Parece coisa de filme, mas existe, eu já vi esse filme. Não passa mais, porém. Nem de madrugada. &lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Agora, nem ela, nem filme, nem nada. Eu. Nesse calor tudo fica feio, sem graça e suado. Além do mais, embora eu não me lembre, não sonhei com ela essa noite. Nunca sonhei com ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-112999873020492283?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/112999873020492283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=112999873020492283' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112999873020492283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112999873020492283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2005/10/city-movie-script-ending-yume-e-ela.html' title='City, Movie Script Ending, Yume e ela'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-112882488034911358</id><published>2005-10-08T23:28:00.000-03:00</published><updated>2005-10-09T13:22:01.130-03:00</updated><title type='text'>Fratura</title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/273/8242/640/fraturaa.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/273/8242/320/fraturaa.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;fraturaa&amp;nbsp;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     E assim, me quebrei.Fratura instável do terço distal da clavícula direita com rompimento dos ligamentos trapezóide e conóide do ligamento coracoclavicular. Conduta de urgência: reparação cirúrgica da lesão, com redução da fratura associada a colocação de aste axial. Recomenda-se também a feitura de amarrilhas ao processo coracóide da escápula.&lt;br /&gt;     Mas não corri, não voltei... Queria estar com meus amigos.&lt;br /&gt;     De início a dor era bem suportável e cheguei a não acreditar na fratura. Chegando ao hospital, por volta de 20 minutos depois, a dor alcançou minha cabeça. Senti dores fortes. Medicado, fui ao Raio X. Diagnóstico imaginológico: "Parabéns, quebrou mesmo!" (Ah, médico velho!). Escoltado por meu fiel companheiro Hugão, rumamos para Anápolis no carro de outro grande parceiro: Murilão, a múmia com solitária (relaaaaaaxa, véi!). Meu acompanhante e eu chegamos e nos perdemos na cidade. Após passarmos por dois hospitais, fui admitido no Hospital Evangélico. Em seguida, recebi um prognóstico tão generoso quanto o médico que me atendeu. Oito de gesso colocado pelo Sr. João Alves , alivie-me em voltar.&lt;br /&gt;     E, na Pousada dos Pirineus, permaneci tanto quanto todos (mais até, perdi o passeio à cachoeira). Sob o efeito de aceclofenaco, Brahma Extra, amigos engraçadíssimos e a cara compania de uma pessoa muitíssimo interessante (vc mesma!), usufrui das diárias já pagas, refeições e etc. Excetuando detalhes menores como a dor, os banhos complicados e as noites em claro, me diverti muito. &lt;br /&gt;     Ao fim de tudo isso, penso, convicto, que lucrei. Descobri facetas inesperadas e cativantes de convives, alguns deles dos quais conhecia meramente a face. Confirmei certezas sobre amigos muito queridos e sobre mim mesmo. Muito disso, começando com um golpe de azar tremendo, com o qual aprendi sobre companheirismo, empatia, dignidade (em momentos de dificuldade), Pirenópolis, fraturas, analgésicos opióides, Anápolis, meu talento em quadras de vôlei, meu braço esquerdo e Induísmo. Diante de tanto, não me admiro em lembrar de passeios à pé na acidentadíssima cidade, "gato mia" e momentos de varanda e rede, nos quais me esqueci completamente de que meu ombro direito estava, oficialmente, fudido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-112882488034911358?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/112882488034911358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=112882488034911358' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112882488034911358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112882488034911358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2005/10/fratura.html' title='Fratura'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-112879239913253033</id><published>2005-10-08T14:21:00.000-03:00</published><updated>2005-10-09T12:33:59.176-03:00</updated><title type='text'>Dez segundos</title><content type='html'>Do alto do prédio, todo o vão entre meu corpo e a calçada, lá em baixo, me era tão indiferente quanto deveria ser para o concreto que me aguardava. Uma noite fria, dessas de começo de inverno, frio meio inesperado. Não se tratava de um arranjo planejado mas, ao que me parece, devido ao frio, não havia ninguém para assistir. Menos mau. De passos mecânicos, quase involuntários, ganhei os metros finais entre a porta do terraço e a borda do edifício. Sem últimos pensamentos, desejos ou medos (esses que fiquem aqui junto com esse mundo ao qual rejeitei em definitivo), nem me contive no pequeno para-peito (para-joelho?). Com uma das pernas desgraçadas, de um impulso, ergui-me na beira. Nessa inércia, sem mover nem mais um músculo, precipitei meu corpo velho de lá. Um que me observasse no momento poderia mesmo ter certeza de que andei como se não soubesse que, para o próximo passo, não havia mais chão. Assim lançou-me minha perna (creio que a direita) rumo aos dez segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 01: Assim que senti o espaço imenso ao meu redor, meu corpo apavorou-se autonomamente. Eu não. Dali à diante, me diria um espectador do corpo em queda livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 02: Por mais que lhes faltassem os comandos, braços, pernas e pescoço começaram a debater-se. Eu sentia os movimentos, não os executava. Dos olhos chegavam-me imagens embaçadas da rua, da parede intercalada de janelas, dos outros prédios. Apesar do grande alvoroço mecânico de meu corpo, tudo passava lentamente, como se me fora dado tempo para ponderar o inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 03: Já capaz de ignorar a luta de meus músculos, aflitos em tentar alcançar algo a que pudessem me agarrar, era possível sentir o ar me atingindo, cada vez mais forte, como um vento de baixo pra cima. Era bom. Minha pele, muito fria, oferecia-me algo que, de tão vivo, era quase hilário (tendo em vista o chão a me convocar, inegociavelmente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 04: Lúcido, ocorreu-me a iminência da morte. Pois sim, estava cansado, sem mais um átimo de vontade, vencido. Desejava o fim. De súbito, porém, a igualdade fim = morte chocou-me. Não diria que medo, mas a sensação de estar perdido, a irredutibilidade do desfecho alcançou-me, violenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 05: Este não tenho como descrever pois, de tão grande, ocuparia todo o resto. Toda essa multidão de sensações, imagens, cheiros, sabores, pessoas e lugares são meus. Não os dividirei com ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 06: O cabelo dela. Liso, castanho, perfumado, longo. Entre meus dedos a percorrê-los desde o alto da cabeça até as pontinhas meio quebradas. Ela não gostava que tocassem seus cabelos mas, em momentos de conveniência, era esse o presente que me dava. Tudo mais se atropelando naquela queda mortal e a imagem de meus dedos percorrendo seus cabelos não abandonou-me. Permaneceu ali até o fim, como um plano de fundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 07: Um gosto amargo, desses que não se sente com a língua, acometeu-me. Um caldo grosso de frustração, derrota e ressentimento. Arrependia-me? Não sei dizer. Parece-me agora que tal angústia, de inevitável, já possuía seu lugar naquele momento desde que resolvi morrer. Aceitei, digeri. Resignado? Não mais importava, a calçada já olhava-me nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 08: A pouco mais de um metro do chão (note-se a estupidez da medida) meus braços estenderam-se, ao mesmo tempo em que minhas pernas, dobrando-se, colocaram meus joelhos à minha frente. Era a última tentativa de meu corpo de sobreviver e, de tão inútil, foi patético. Sem que a menor diferença provocassem, meus olhos se fecharam (já que não estava vendo com eles há alguns metros/segundos). Tocou-me as palmas das mãos o ladrilho do passeio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo 09: A maçã de Newton. Toda a minha estatura, próxima à horizontal, ventre voltado para o chão, uniu-se num só golpe à calçada. Doeram-me todas as partes doloríveis (que não se exija às aspas que cerquem neologismos no momento da morte) ao mesmo tempo, muito rapidamente. Braços e pernas, adiantados ao torço, logo uniram-se à massa de carne, osso, sangue e miolos que sujou o caminho dos pedestres ali. E bem ali disse adeus àquilo que fora meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo10:........&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-112879239913253033?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/112879239913253033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=112879239913253033' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112879239913253033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112879239913253033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2005/10/dez-segundos.html' title='Dez segundos'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17619728.post-112879190101275181</id><published>2005-10-08T14:17:00.000-03:00</published><updated>2005-10-08T14:18:21.016-03:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>Este, agora, levanta-se do ócio produtivo... mais da decisão consciente de me agraciar com tempinho pra mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos lá. Que essa fadinha de inspiração não me abandone por alguns minutos, ao menos quero terminar o texto. Exercício que imagino ser meu (mas que deve ter muitos donos, escritores de hábito), vamos aqui tentar coagular com coesão as imagens, sons e abstrações outras que me estorvam o ordinariozinho de livro-prova do dia. Dizem que é simples, basta amarrar com vocabulário cuidadoso e referências da erudição ocidental. Não creio, porém. Parece-me mais uma necessidade, uma dessas das quais não nos atentamos sem que isso doa, faça faltar o ar ou provoque cólicas intestinais. A tentativa de construção cartesiana de algo que já existe, pulverizado em humor instável e conclusões felizes e infelizes. Que tome corpo o texto então. Assim, livre, do agora.&lt;br /&gt;Atinge-me, na cara, o agora. Vem incrustado de acúleos (não falamos grego?) do antes. Não é lindo como forma-se a adversão entre o “sou hoje” e o “era”? Não conheço, na minha humildade material de carbono, nitrogênio, hidrogênio e oxigênio, algo que possua plasticidade par em relação à mente de um homem acordado.  Traz problemas, claro, mas aceito a condição. Não fosse assim, que beleza existiria, se nós é que separamos o belo do mundano, de pé em nossa situação de espírito do momento? Einstein se revire no túmulo, mas há algo mais universal que o relativismo humano? Nem o espaço-tempo, nem os buracos de minhoca e as onze dimensões (precisamos encontrar a cura para as distrofias musculares) compartilham de imensidão caótica maior do que a simples condição humana. Somos paredes, de cimento chamado tempo e tijolos muitos, cada um trocando de lugar e se renovando constantemente. Os juízos, valores e certezas dançam, escusos, seduzindo-nos a cada dia. Alguns ficam. Estes, porém, fugitivos da consciência do super-ego, sentam-se em nossas vidas, não sendo isso uma escolha. Conclusão angustiante, mas de uma beleza que, tão grande, “sinto que meu coração vai explodir”. &lt;br /&gt;Seguem-se, pois, as definitividades cotidianas, uma a uma. Vivamos essa somatória (Σ) sem fim, antes dos 80 ou 90 anos para os sortudos, disciplinados ou não. Antes a discrepância dissonante entre acordes velhos e novos do que a falta do meu violão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: É verdade, o vocabulário e as referências banais ajudam. No final eu não conhecia esse texto há uns 20 minutos atrás. Agora, me parece meu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17619728-112879190101275181?l=pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/feeds/112879190101275181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17619728&amp;postID=112879190101275181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112879190101275181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17619728/posts/default/112879190101275181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pessoalidadespublicaveisii.blogspot.com/2005/10/agora.html' title='Agora'/><author><name>Paulo André Araújo Dias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16048119550077332898</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://images3.orkut.com/images/medium/898/4598898.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
